27abr
Existe uma régua para medir a ética?

Retomando as postagens neste blog arretado, decidimos tratar de um assunto que não só tem tudo haver com a nossa área, mas também com a nossa vida. Vamos falar um pouco sobre a ética. E quando falamos em tratar um pouco, é pelo fato deste assunto ser complexo e, portanto, se necessário fosse, renderia inúmeras linhas neste espaço e até outros posts. O que não está descartada a possibilidade disto acontecer.

Mas como esta não é a nossa proposta, vamos apenas promover um momento de reflexão e aguçar o interesse sobre esse ramo filosófico que influencia diretamente em nosso comportamento. Esse tema, que está sempre em voga nas mais diversas rodas de conversas, provoca debates pontuais e discussões acaloradas em torno de determinadas situações que acabam sendo classificadas como éticas ou antiéticas.

Nunca é demais lembrar que a ética é um assunto em questão desde a Grécia Antiga. Ou seja, há milhares de anos os homens tentam enquadrar, ou pelo menos tentam, comportamentos dentro de determinados preceitos que regem a nossa sociedade.

Nesta questão, percebemos que há uma um certo tipo de “esquizofrenia conceitual” no que se refere a ética. No entendimento do senso comum as pessoas costumam diferenciar atos e comportamentos. Prova disto são as famigeradas éticas profissionais. Não é raro ouvirmos de que determinada pessoa não tem ética profissional.

Praticamente cada área tem a sua. Podemos citar a ética jornalística, a ética médica, a ética publicitária e tantas outras classificações que se encaixem para determinar comportamentos individuais e ou coletivos de um determinado segmento. Esse tipo de conceito é tão forte e presente em nossa sociedade que nas faculdades a disciplina ‘Ética’ é ofertada como parte integrante da grade curricular específica dos cursos.

Isto posto, surge um questionamento básico. Mas afinal, o que difere a ética profissional da “ética pessoal”? A ética não deveria ser um comportamento único, geral e irrestrito? O que nos classificaria como sendo éticos profissionalmente e antiéticos pessoalmente ou vice-versa? A ética segmentada seria um dispositivo acalentador para justificar algum tipo desvio de conduta?

Bem, as questões acima afloram debates semestrais. E como falamos no início deste post essa não será a nossa intenção, muito embora não fugiremos ao debate. De qualquer forma, deixamos vocês com essa a reflexão arretada sobre ética e de que forma essa segmentação influi em nosso cotidiano.